O resíduo
plástico pode se tornar um problema ambiental de dimensões globais, se não
gerenciado de forma correta. A cada ano, 6,4 milhões de toneladas são
despejadas no oceano. O material se acumula, forma gigantescas ilhas de
plástico e afeta, diretamente, a biodiversidade marinha com a morte por
ingestão acidental ou asfixia, como está acontecendo com albatrozes e muitas
outras espécies.
Com esse
problema em mente, cientistas da Universidade de Stanford fizeram uma
descoberta surpreendente e esperançosa: alguns microrganismos que se alojam nos
intestinos de um tipo de larva são capazes de biodegradar o isopor.
Estes
microorgamismos foram detectados especificamente nas larvas de farinha, que são
provenientes de um besouro chamado Tenebrio Molitor. De acordo com o co-autor
do estudo, Wei-Min Wu, engenheiro de pesquisa, estes vermes transformam o
isopor durante o processo de digestão, o excretando na forma de pequenas
partículas de material biodegradável, que pode ser utilizado como fertilizante
de culturas alimentares.
Embora
estudos anteriores mostrassem que certos tipos de vermes podem biodegradar
outros tipos de plásticos, como o polietileno, os primeiros frutos desta
pesquisa foram direcionados ao isopor, prejudicial à saúde e ao meio ambiente e
que se pensava não ser biodegradável.
Agora os
cientistas estão investigando como as bactérias que vivem no intestino desses
vermes são capazes de biodegradar o plástico. Os resultados subsequentes podem
ser um grande impulso para travar o grave problema desse tipo de resíduo na
natureza.
Publicado originalmente
em EcoGuia.net http://www.ecoguia.net
0 comentários:
Postar um comentário