Já no Rio, o ouro das medalhas foi extraído sem o
uso de mercúrio e um terço da prata e bronze foram produzidos de fontes
recicladas.
Seguindo com
o foco sustentável fortemente destacado no Brasil, uma ideia tem ganhado força
e vem sendo trabalhada pelo Comitê Organizador Olímpico do Japão. De acordo com
os membros do Comitê, um projeto está explorando a viabilidade de confeccionar
as medalhas das competições usando metais preciosos recuperados de lixo
eletrônico, substituindo os metais tradicionalmente obtidos através da
mineração.
Inspirados
na rigorosa lista de critérios elaborada pelo Comitê Olímpico Internacional
(COI), os japoneses encontraram na reciclagem de matérias eletrônicos a
oportunidade perfeita para promover um novo processo de fabricação das medalhas
olímpicas. O fato de o país não contar com os seus próprios recursos minerais
contribuiu ainda mais para a formalização da proposta.
A iniciativa
tem como referência o ouro usado no Rio de Janeiro, quando o material foi
extraído sem o uso de mercúrio e um terço da prata e bronze foram produzidos de
fontes recicladas. Para criação dos novos modelos, eletrodomésticos como
geladeiras e ar-condicionado e aparelhos como smartphones e tablets, por
exemplo, poderão servir como fonte de matéria-prima para extração dos metais.
Desta forma,
países emergentes e vizinhos ao território japonês (China, Índia e Indonésia),
poderão contribuir com toda mão de obra necessária para o projeto. Além disso,
é importante ressaltar que os japoneses são responsáveis por uma das maiores
taxas de reciclagem do continente asiático – ainda que o plástico, o papel e o
vidro sejam os principais materiais processados.
Os próximos
passos do projeto se concentram agora na definição de um design para as
medalhas, além da definição do peso e quantidade de metais, para calcular os
investimentos necessários para a reprodução dos modelos.
Publicado
originalmente em Pensamento Verde http://www.pensamentoverde.com.br
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